Eu gostava muito de manter este blog longe de águas políticas, mas cada vez se torna mais difícil com o estado do país.
http://economia.publico.pt/Noticia/chumbadas-limitacoes-as-remuneracoes-de-gestores-publicos_1480980
A culpa do estado do país não é exclusivamente dos políticos mas da sociedade em geral, da cultura do xico-esperto, mas o que aconteceu à máxima de "liderar por exemplo"? É muito fácil pedir sacrifícios ao Zé Povinho, com cortes nos salários, aumentos nos impostos e tudo o mais que se lembrarem. Mas limitar os salários dos graúdos e arriscarem-se a estragar os lobbies políticos que lhes vão garantir o tacho daqui a uns anos já não pode ser.
Um bocadinho mais à esquerda, pouco mais à direita, mas são todos iguais. Esta falta de escolha política deixa-me muito pouco optimista em relação ao futuro do país. Vote-se em quem votar, as pressões quando se chegam lá acima são as mesmas e a carteira deles está sempre à frente da nossa.
Soluções? Eu não as vejo. Alguém tem respostas?
Não podia concordar mais...
ResponderEliminarMas ainda te digo mais, quando há a oportunidade de votar em alguém sem ligações politicas, não sei porquê, não se vota.
Estas presidenciais tinha sido uma boa oportunidade para dar uma valente chapada aos partidos, aos lobbies, aos boys e os seus jobs... mas não, muitos escolheram nem lá por os pés para fazer uma cruz.
O mal não está nos politicos, está de facto no povo...
Escolher não escolher pode ser um indício da falta de confiança nos politicos, pois nos ultimos 30 anos têm sido sempre os mesmos a governar é vira o disco e toca o mesmo.
ResponderEliminarA desacreditação na classe politica é um facto, eles são marionetas nas mãos do banqueiros e do capitalismo, não é á toa que mais uma vez a GALP voltou a ter lucros milionários, os bancos tb e a pagar menos impostos, porquê que temos de continuar a pagar a factura da má gestão política? O povo não é culpado, está é dormente, já não sente.
E portanto dia 12/03 estarei na Avenida da Liberdade, porque eu pertenço á geração á Rasca, mas acima de tudo preocupa-me ainda mais a que geração vai pertencer o meu filho